A Miséria cresce cada vez mais!


O número de pessoas vivendo nas ruas em São Paulo aumentou 49,3% em 9 anos, segundo estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Em outras palavras, desde 2000, cerca de 40 pessoas por mês passaram a viver nas calçadas da cidade mais rica do Brasil.

No começo da década, foram contabilizados 8.706 homens, mulheres e crianças espalhados nas ruas, dos quais 5.013 dormiam sob jornais e papelões nas calçadas e viadutos da cidade, e 3.693 pernoitavam em albergues.

No final de 2009, os dados foram atualizados e a estimativa passou a ser de 13 mil moradores de rua.

O número faz de São Paulo uma das cidades com mais sem-tetos na América Latina
O levantamento ainda é inédito.

Apesar de a pesquisa ter sido concluída e entregue, a prefeitura de São Paulo reluta em disponibilizar as informações. A assessoria de imprensa da secretaria de Assistência diz que os dados estão no gabinete do prefeito Gilberto Kassab (DEM), cuja assessoria, por sua vez, diz que não há previsão para divulgação e não explica o motivo da demora.

Nas ruas, as assistentes sociais do município só podem dar entrevistas se autorizadas. Procurada pela reportagem, a coordenadora do estudo da Fipe, a economista e cientista social Silvia Maria Schor, limitou-se a confirmar o aumento, mas afirmou que, enquanto a pesquisa não for divulgada, não pode dar detalhes.

A pesquisa coloca a cidade entre as capitais do Brasil e do mundo com mais gente vivendo nas ruas em termos proporcionais.

A comparação entre levantamentos distintos é difícil devido às diferentes metodologias e às dificuldades sempre encontradas por pesquisadores ao tentar contabilizar quantos dormem ao relento.

Os números, porém, servem como indicativo da gravidade da situação em São Paulo. Com cerca de 11 milhões de habitantes, a cidade tem 0,11% da população nas ruas. Isso significa que, de cada 1 mil habitantes, um vive ao relento.

Segundo o primeiro Censo Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizado em 71 cidades em 2008 a pedido do ministério do Desenvolvimento Social, a média no Brasil é de 0,06%, praticamente metade.

O crescimento da miséria nas calçadas da capital com maior Produto Interno Bruto (PIB) do País não é fator isolado e não pode ser explicado apenas com base na política municipal dos últimos anos na área social, marcada pelo fechamento de albergues em áreas nobres e demolição de favelas e cortiços.

Quem estuda o assunto aponta que o aumento não se limita a São Paulo e que o tema é complexo.

“Há diversos estudos em andamento e diferentes teorias, mas sabemos que o
fenômeno está relacionado a três fatores principais: desemprego prolongado, ausência de políticas públicas e de moradias, e também à fragilização dos vínculos familiares”, diz a pesquisadora e assistente social Maria Lucia Lopes da Silva, autora do livro “Trabalho e População em Situação de Rua no Brasil”.

Ela ressalta que, ao contrário do que muita gente pensa, o uso de álcool e drogas nem sempre é o que leva os moradores para as calçadas.

“A pessoa bebe porque está na rua, e não o contrário.

É uma reação à degeneração das condições de vida, é o desespero.

É lógico que o uso de álcool e drogas acaba agravando a situação, mas não é o que levou a maioria para as ruas em um primeiro momento”, explica.

Lembra da caixinha de surpresas com versiculos biblicos? esta é uma versão virtual! Deus vai falar ao seu coração. Que Deus te abençoe rica e poderosamente em nome de jesus!

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